{"id":1931,"date":"2019-10-01T15:49:16","date_gmt":"2019-10-01T18:49:16","guid":{"rendered":"http:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/site\/?p=1931"},"modified":"2019-10-01T15:49:16","modified_gmt":"2019-10-01T18:49:16","slug":"a-caminhada-pensando-a-nossa-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/new\/2019\/10\/01\/a-caminhada-pensando-a-nossa-fe\/","title":{"rendered":"A Caminhada &#8211; Pensando a nossa F\u00e9."},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Con-apontando-3-1024x809.jpg\" alt=\"Para onde devemos caminhar?\" class=\"wp-image-1935\" width=\"512\" height=\"405\" srcset=\"https:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/new\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Con-apontando-3-1024x809.jpg 1024w, https:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/new\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Con-apontando-3-300x237.jpg 300w, https:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/new\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Con-apontando-3-768x607.jpg 768w, https:\/\/saojosedoipiranga.com.br\/new\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/Con-apontando-3.jpg 1275w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O ser humano n\u00e3o nasce pronto, acabado. Falta uma pe\u00e7a sem a\nqual ele at\u00e9 que funciona por algum tempo, s\u00f3 que mais cedo ou mais tarde\ncome\u00e7a a ratear.<\/p>\n\n\n\n<p>Patos, galinhas, marrecos, girafas e le\u00f5es tamb\u00e9m nascem\nfr\u00e1geis, mas com uma fragilidade diferente. Se receberem aten\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e\nseguran\u00e7a, depois de algum tempo seguem na \u201cbanguela\u201d, caminham por sua conta,\nseguindo a programa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica: seu instinto.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s n\u00e3o somos bem assim. Tamb\u00e9m precisamos de aten\u00e7\u00e3o,\nalimenta\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a, s\u00f3 que n\u00e3o para por a\u00ed: s\u00f3 isso n\u00e3o basta. Precisamos\ntamb\u00e9m receber carinho e amor, sen\u00e3o crescemos \u201cdesgarrados\u201d, como se dizia\nantigamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos essa necessidade de coisas que n\u00e3o s\u00e3o encontradas no\nsupermercado ou na farm\u00e1cia. N\u00e3o se colhe na horta, n\u00e3o se prepara no fogo, n\u00e3o\n\u00e9 suco e nem se come cru ou cozido. \u00c9 a necessidade de um \u201cn\u00e3o sei o que\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Li em algum lugar que os pesquisadores ficaram intrigados\ncom os t\u00famulos que encontraram de nossos ancestrais que viveram h\u00e1 mais de\n10.000 anos. Descobriram que as pessoas quando morriam n\u00e3o caiam e ficavam no\nlugar, defuntas e em decomposi\u00e7\u00e3o, ao ar livre como todos os animais. <\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, os corpos eram colocados em covas, enterrados\ncom seus pertences, e em uma posi\u00e7\u00e3o arranjada e n\u00e3o largada.<\/p>\n\n\n\n<p>A morte incomodava. Tirava da rotina. Mexia nas pessoas de\numa forma que ia muito al\u00e9m da simples curiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>E n\u00e3o era s\u00f3 a morte. Com o passar do tempo outras perguntas\nsurgiam: fogo, dia, noite, chuva, trov\u00e3o, raio, medo, alegria, atra\u00e7\u00e3o e\nrepulsa, nascimento. O que \u00e9 tudo isso? De onde vem?<\/p>\n\n\n\n<p>Com muitas perguntas e poucas respostas, a imagina\u00e7\u00e3o fazia a festa: \u201c<em>deve ter algo ou algu\u00e9m, criaturas talvez invis\u00edveis e muito mais poderosas do que n\u00f3s e que \u201ccomandam\u201d o mundo vis\u00edvel<\/em>\u201d, pensavam.<\/p>\n\n\n\n<p>Da\u00ed para dar um nome a estes seres foi um pulinho. L\u00e1 na\nregi\u00e3o do norte da Europa, por exemplo, onde hoje fica a Noruega, Holanda e\nDinamarca, havia um povo que era muito bom em trabalhar como ferreiros. Vendo\nas fagulhas pulando conforme se malhava o ferro em brasa, imaginavam que\ndeveria haver uma criatura superpoderosa, tal como este ferreiro, s\u00f3 que habitando\nos c\u00e9us. Em noites de chuva, quando ele martelava em sua bigorna celeste,\nalgumas fa\u00edscas escapavam e caiam para a terra em forma dos raios que eles\nviam.<\/p>\n\n\n\n<p>Deram a ele o nome de \u201cThor\u201d, que significa \u201c<em>trov\u00e3o<\/em>\u201d\nna l\u00edngua local. E o imaginaram com um poderoso martelo: nascia ent\u00e3o Thor, o\ndeus do trov\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim o homem come\u00e7ou a imaginar criaturas poderosas que\neram a resposta para as suas d\u00favidas: havia um que era o respons\u00e1vel pela\nintelig\u00eancia, outro pela morte, outro pela vida, outro pela guerra, e a rela\u00e7\u00e3o\nvai longe. Havia \u201cdeuses\u201d para todos os gostos. Eram os chamados deuses\nnaturais, pois eram ligados principalmente \u00e0 natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a maior parte das pessoas moravam reunidas em vilas,\nacampamentos, ou pequenas cidades, cada um tinha o seu grupo de deuses de\nestima\u00e7\u00e3o. E se as tribos se juntassem, juntavam os deuses e a conta n\u00e3o tinha\nmais fim.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas destas aldeias ficavam entre os rios Tigre e\nEufrates. Era o chamado \u201ccrescente f\u00e9rtil\u201d j\u00e1 que era a \u00fanica \u00e1rea f\u00e9rtil\ndaquela regi\u00e3o, em meio ao nada do deserto.<\/p>\n\n\n\n<p>E foi a\u00ed, nessa regi\u00e3o, h\u00e1 mais ou menos uns 5.000 anos, que\na nossa hist\u00f3ria come\u00e7a, ou melhor, continua. N\u00e3o uma hist\u00f3ria criada a partir\nda imagina\u00e7\u00e3o humana, que por ser incapaz de explicar, usou a criatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um homem em especial, j\u00e1 com alguma idade, experimentado na\nvida e nada chegado a del\u00edrios ou aventuras visto que era um criador com\nposses, deixa abrir o seu cora\u00e7\u00e3o para uma d\u00favida que parecia \u00f3bvia, mas que\nningu\u00e9m assumia: \u201c<em>tem alguma coisa de errada por aqui\u201d,<\/em> ele pensou. E\ncontinuou deixando-se levar pelo que sentia: \u201c<em>Estamos tentando explicar o\nque n\u00e3o entendemos a partir de nossas pr\u00f3prias cria\u00e7\u00f5es, de nossa imagina\u00e7\u00e3o,\nou seja, n\u00e3o estamos explicando \u00e9 nada!<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pronto! Era a portinha da boa vontade deixada meio que\naberta pelo nosso personagem, e era a oportunidade que \u201c<em>Algu\u00e9m<\/em>\u201d, muito\nespecial, precisava para se manifestar depois de tanto tempo de espera. Talvez este\n\u201c<em>Algu\u00e9m<\/em>\u201d tenha at\u00e9 pensado: \u201c<em>depois de terem errado como ningu\u00e9m,\ndepois de tantos anos sob minha guarda, se esqueceram de tudo mas est\u00e3o\ncome\u00e7ando a se perguntar!<\/em> \u201c<\/p>\n\n\n\n<p>Ah, o amor tem destas coisas: damos um jeito de encontrar o\nque tanto desejamos e esperamos, mesmo que o outro ainda n\u00e3o esteja muito\n\u201cligado no lance\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Mas, que seja agora!<\/em>\u201d Este \u201c<em>Algu\u00e9m<\/em>\u201d deve ter\ndito para si mesmo. \u201c<em>N\u00e3o irei perder a oportunidade j\u00e1 que este filho\nesqueceu a porta meio aberta<\/em>\u201d e, mais do que rapidamente, falando ao\ncora\u00e7\u00e3o deste nosso personagem Ele diz:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Vem! Larga tudo aquilo em que voc\u00ea acreditou at\u00e9 hoje. Deixa\ntua parentada para tr\u00e1s e caminha comigo pois o que tenho para te dizer e mostrar\nn\u00e3o cabe em uma conversa r\u00e1pida. Cabe apenas em uma longa caminhada, e nas\ncoisas que voc\u00ea ir\u00e1 experimentar e viver durante ela. Vem! E te farei pai de\numa na\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E o nosso personagem, agora chamado Abra\u00e3o, larga tudo e\nsegue o chamado que sente em seu cora\u00e7\u00e3o, mesmo sem saber de quem vinha, mas,\nsentindo apenas que merecia ir atr\u00e1s, se p\u00f5e na estrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Come\u00e7a ent\u00e3o a caminhada que n\u00e3o \u00e9 apenas de Abra\u00e3o, mas\nnossa tamb\u00e9m. E o ser humano inquieto, com uma sede interior que n\u00e3o consegue\nsaciar, vai em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 voz que o colocou em marcha. A voz para a qual se\nsente atra\u00eddo para muito al\u00e9m das suas for\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 assim que come\u00e7a a nossa aventura. Onde ser\u00e1 que ela vai chegar?<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n    <div class=\"xs_social_share_widget xs_share_url after_content \t\tmain_content  wslu-style-1 wslu-share-box-shaped wslu-fill-colored wslu-none wslu-share-horizontal wslu-theme-font-no wslu-main_content\">\n\n\t\t\n        <ul>\n\t\t\t        <\/ul>\n    <\/div> \n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ser humano n\u00e3o nasce pronto, e sabe disso. Falta algo, e n\u00e3o \u00e9 de hoje a procura. 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