PENTECOSTES – SANTÍSSIMA TRINDADE – CORPUS CHRISTI

Neste mês de junho de 2019, a Igreja comemora três Solenidades

Constituem os mistérios mais importantes da nossa fé: o Pentecostes, a Santíssima Trindade e Corpus Christi. 
No domingo 9 já comemoramos o dom do Espírito Santo, os discípulos de Jesus reunidos em oração com Maria esperaram o cumprimento da promessa que Jesus pronunciou no dia da despedida quando subiu ao Pai. E o fogo do Espírito de Deus os revestiu da força divina para que assim pudessem sair a anunciar corajosamente a Boa Nova; nesse dia nasceu a Igreja. 
O próximo domingo dia 16, na oitava de Pentecostes, temos a festa da Santíssima Trindade. Temos um único Deus em Três Pessoas Divinas.

A primeira Pessoa é o Pai

Esta verdade de fé, já era conhecida no judaísmo, a Shemá proclama um Deus Único: “Escuta Israel! O Senhor nosso Deus é UM” (Dt 6,4). 

A segunda Pessoa da Trindade é Jesus Cristo nosso Senhor

Foi Ele quem nos revelou esse mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e de Si mesmo como Deus. Quando a palavra de Deus se faz carne e nasce de Maria Santíssima Deus Pai nos revela que Ele é o seu Filho, assim foi no Batismo de Jesus: “Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprouve escolher” ( Mt 3,17) e na Transfiguração: “Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprouve escolher. Ouvi-o” (Mt 17,5; Mc 9,7; Lc 9,35).

A Terceira Pessoa da Trindade é o Espírito Santo:

“…soprou sobre eles e lhes disse: Recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados. A quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos” (Jo 20,22-23).

O Concílio de Niceia, no ano 325, confirma plenamente a nossa verdade de fé sobre a SS Trindade: 
“Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, / Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, / gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. 
Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; / padeceu e foi sepultado. / Ressuscitou ao terceiro dia, / conforme as Escrituras, / e subiu aos céus, / onde está sentado à direita do Pai. / E de novo há de vir, / em sua glória, / para julgar os vivos e os mortos; / e o seu reino não terá fim. / Creio no Espírito Santo, / Senhor que dá a vida, / e procede do Pai e do Filho; / e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: / ele que falou pelos profetas. / Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. / Professo um só batismo para remissão dos pecados. / E espero a ressurreição dos mortos / e a vida do mundo que há de vir. – Amém.”
(Credo de Niceia).

Finalmente temos Festa de Corpus Christi

Na 1ª. quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e que se comemora oficialmente a partir do séc XIV e na qual adoramos o mistério maior da nossa fé, a Eucaristia; sendo o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão às nossas ruas, para que os fiéis possam agradecer e louvar Deus pelo inestimável dom da Eucaristia. A Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo.

A Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da freira Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Aconteceu que quando o padre Pedro de Praga, da Boêmia, celebrou uma Missa na cripta de Santa Cristina, em Bolsena, Itália, ocorreu um milagre eucarístico: da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue sobre o corporal após a consagração. Dizem que isto ocorreu porque o padre teria duvidado da presença real de Cristo na Eucaristia.

O Papa Urbano IV (1262-1264), que residia em Orvieto, cidade próxima de Bolsena, onde vivia S. Tomás de Aquino, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto. Isso foi feito em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi”.

Antes disso, em 1247, realizou-se a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, como festa diocesana, tornando-se depois uma festa litúrgica celebrada em toda a Bélgica, e depois, então, em todo o mundo no séc. XIV, quando o Papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. O Ofício para essa solenidade foi composto por Tomás de Aquino e se usa até hoje em algumas dioceses. 

Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. A partir da oficialização, a Festa de Corpus Christi passou a ser celebrada todos os anos na primeira quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade.

Todo católico deve participar dessa Procissão por ser a mais importante de todas que acontecem durante o ano

É a única onde o próprio Senhor sai às ruas para abençoar as pessoas, as famílias e a cidade. Em muitos lugares criou-se o belo costume de enfeitar as casas com oratórios e flores e as ruas com tapetes ornamentados, tudo em honra do Senhor que vem visitar o seu povo.

Por Eliana Galván Gil