Misericórdia

Ano Santo da Misericórdia
Durante a celebração da penitência, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, Papa Francisco declarou: “Pensei muitas vezes no modo como a Igreja pode tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da misericórdia. É um caminho que começa com uma conversão espiritual; e devemos fazer este caminho. Por isso, decidi proclamar um Jubileu Extraordinário que tenha no seu centro a misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia.”
“Sede misericordiosos como o Pai” será o lema do Jubileu Extraordinário, versículo retirado do Evangelho de São Lucas. A iniciativa convida os fiéis do mundo inteiro a celebrarem o sacramento da Reconciliação.

Ao receber da Pastoral da Comunicação da Paróquia São José a incumbência de escrever um artigo sobre a Misericórdia de Deus (celebrada pela Igreja no 1º domingo após a Páscoa), senti meu coração pular de alegria e me apliquei na tarefa. Porém, em pouco tempo, fui tão profundamente mergulhada em minhas misérias e incapacidades que cheguei a pensar que seria mesmo impossível, pois nada que eu pudesse escrever poderia ser fiel à grandeza do tema.

Entre os descontentamentos com meus escritos, no dia 13 de março, recebi maravilhada a notícia de que o Papa Francisco anunciara o Ano Santo da Misericórdia – 2015/2016.
O que poderia dizer mais, após as palavras do Santo Papa? Agora sim, meus textos encontravam-se completamente obsoletos. Então pude vivenciar um milagre transformador em meu coração; senti minhas forças renovadas e um amor apaixonado me impelindo a ser Igreja, a ser voz que anuncia, apesar de minhas incapacidades e misérias, pois tenho Deus por mim. Os questionamentos que vinham sabotando minha fé, sobre para onde estamos levando o povo, que rumo concreto podemos apontar aos que ainda estão na completa ignorância e aos que se encontram em descaminhos, mesmo dentro da Igreja? Como podemos traçar diálogos amorosos em momentos em que as diferenças e discordâncias de ideias, que deveriam levar ao crescimento, são encaradas como ofensas pessoais e separam as pessoas? Como podemos levar a misericórdia, emergidos em nossas próprias vontades particulares e egoístas? A Igreja está preparada para navegar em “mares tão bravios” como os atuais?

Todos esses questionamentos foram transformados por meio de uma única resposta: “Sede Misericordiosos como o Pai”. Essa é a ordem e seremos nutridos nessa lida, por meio da fidelidade às Sagradas Escrituras e à Igreja. Porque a Igreja é mãe. E mãe cresce e amadurece com os filhos, se compadece e lança um olhar de ternura a cada um, acolhe e educa sem perder a característica essencial da verdade central e sabe conduzir a todos que se dispõe a ouvi-la questionar com amor e obedecer.

Os presentes questionamentos e dificuldades apenas reforçam a necessidade de estarmos constantemente voltados à fonte única e verdadeira, que não se deteriora com o tempo, nem segue moda de opiniões. A Vida, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo está disponível na Santíssima Eucaristia, graça suprema, presente nos sacrários do mundo inteiro. Voltemo-nos a Ele de todo coração, via de ensinamento amoroso que nos remete à esperança de que é possível mesmo em nossas misérias “Sermos Misericordiosos como o Pai”.

Pastoral da Misericórdia
Adoração, Louvor e Anúncio do Evangelho
Por Madalena e Diógenes