Mês de Setembro, mês da Bíblia

A Igreja nos convida, neste mês de setembro, a conhecer mais a Bíblia e a meditar as Verdades Reveladas que Deus deixou nela para sempre.

A Bíblia conta diferentes acontecimentos que ocorreram ao longo da história da humanidade, como a Criação, os primeiros homens que povoaram a terra, e as origens do povo eleito, isto é, os israelitas, pois Deus escolheu Israel dentre todos os povos da terra para ser o povo da sua predileção.

A Bíblia é composta por 73 livros

Foram escritos por diferentes autores no decorrer de aproximadamente mil anos, entre o século XIV AC até o século IV AC. Os 46 livros que formam as Escrituras (ou Primeiro Testamento) foram escritos em hebraico e aramaico e todos já haviam sido escritos quando Jesus nasceu. Já os 27 livros que compõem o Novo Testamento foram escritos em grego depois da Ressurreição de Jesus.  

A Igreja analisou com profundidade os escritos encontrados e, verdadeiramente assistida pela luz do Espírito Santo, pôde determinar quais eram realmente os que Deus havia inspirado. Chamamos “inspiração” a uma ação sobrenatural sobre os autores para que eles escrevessem sobre o tema que Deus queria revelar. Porém, o autor sagrado teve a liberdade de redigir conforme o estilo e vocabulário da sua época.

Esses 73 livros chamam-se Canônicos e, por serem realmente inspirados, nenhum deles poderá ser retirado e nenhum poderá ser acrescentado; isto é, a Revelação está completa para sempre nesses 73 livros que formam a Bíblia que conhecemos hoje.

Composta por relatos históricos, também há ali parábolas e diversas histórias que servem de ensinamento ao leitor, de forma que, por meio delas, seja possível conhecer os valores que Deus quis transmitir.  

A Bíblia, ou seja, a Palavra de Deus, tem uma característica que nenhum outro livro tem, nem terá:

 “Essa palavra é viva, eficaz e penetrante como espada de dois gumes” (cf.Carta aos Hebreus 4,12), por que as suas verdades são eternas e assim permanecerão até o fim dos tempos.

No dia 30 deste mês lembramos São Jerônimo

Um sacerdote com profundos conhecimentos das Sagradas Escrituras, filosofia e retórica

Também conhecia latim, grego, hebraico e aramaico. Por essa razão, recebeu do Papa São Dâmaso a incumbência de traduzir a Bíblia para o latim. Para se dedicar melhor a essa tarefa, foi morar em Belém e ali viveu como monge por 35 anos em uma gruta próxima daquela em que Jesus nasceu. No quadro, vemos Jerônimo trabalhando e a seus pés dorme um leão que, segundo a tradição, ficou manso e morando com Jerônimo por que havia curado sua pata machucada por um espinho.

A tradução de Jerônimo chamou-se Vulgata e foi a primeira Bíblia oficial da Igreja para a Liturgia. Também foi o primeiro livro a ser impresso na prensa de Gutemberg, em 1456.

Em 1546, a Vulgata traduzida por Jerônimo foi novamente reconhecida pelo Concílio de Trento como a Bíblia oficial da Igreja Católica Romana. Em 1965, após o Concílio Vaticano II, uma nova revisão foi iniciada. Concluída em 1975, essa nova revisão foi chamada de Nova Vulgata.

Por: Eliana Galván Gil

1º Dia 4/9 – 20h

Neste mê de setembro faremos o café bíblico tão esperado!

Todas as 4ª-feiras – 20h – aqui na paróquia.

Você está convidado a participar conosco!