A SEMANA SANTA

Estamos próximos da semana mais importante na Liturgia da Igreja: a missão do Messias será cumprida. São dias especiais para meditar este mistério de Deus que se faz homem para salvar e conduzir os homens à vida eterna, não porque os homens sejam merecedores dela, mas porque Ele concede a salvação àqueles que se dispuserem a seguir o caminho santo que o Senhor mostrou por meio de Cristo Jesus.



Domingo de Ramos

Neste dia, lembramos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, seguido pela multidão que queria fazê-lo rei de Israel. Jesus havia percorrido a Palestina pregando a chegada do Reino de Deus e fazendo o bem (At 10,34-43). Mas Ele não veio para assumir esse tipo de reinado, veio para assumir o reinado que o Pai lhe tinha preparado para depois da Cruz. Assim, e sem nenhuma pompa, entra na cidade Santa montado num jumentinho emprestado (Mt 21, 1-11).


Quinta-feira Santa

Jesus se reúne com os discípulos para cumprir o que mandava a Lei – a comemoração da Páscoa. Deus tinha ordenado comemorar a Páscoa para sempre (cf Ex 12, 17): “Celebrareis, portanto, a festa dos pães sem fermento, porque foi nesse mesmo dia que Eu tirei os exércitos de Israel do Egito. Vós observareis esse dia por todas as vossas gerações, porquanto é um decreto perpétuo”.

 A palavra “páscoa” significa “passagem”. No caso dos israelitas, comemorava-se a passagem da escravidão no Egito para a liberdade do deserto e da Terra Prometida. Moisés recebeu do próprio Deus a missão de conduzir o povo (Ex 3), foi um homem fiel a Deus e que teve a sofrida responsabilidade de fazê-los chegar até os limites da Terra Prometida (Morte de Moisés Dt 34). Esse é o grande acontecimento na história de Israel que se comemora até hoje.

Durante a ceia, Jesus abençoa o pão e o distribui dizendo “Isto é o meu corpo que será entregue por vós” e depois faz o mesmo com o vinho, proclamando “Isto é o meu sangue, sangue da nova e eterna Aliança que será derramado por vós e por todos para a remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim” (Mt 26, 26; Mc 14, 22; Lc 22,15). Com estas palavras Jesus lhe entregava ao mundo o supremo prodígio da Eucaristia, o alimento espiritual descido dos céus, o seu Corpo e seu Sangue. A Páscoa que celebramos no domingo da Ressurreição é, sim, uma passagem, mas é a passagem pela morte física para chegar à glória da Vida Eterna.



Sexta-feira Santa

Poucas horas depois da Ceia, os acontecimentos se precipitam, Jesus é traído por Judas Iscariotes em troca de dinheiro, é preso e levado diante do sumo sacerdote Anás e depois diante de Pilatos (Jo 18). Ali começa seu julgamento e é dada a sentença que pediam os sumos sacerdotes: deverá ser crucificado.

A tortura que sofreu foi desumana, houve contra quem só fez o bem um imenso ódio que gerou tamanho castigo. Depois de ser massacrado por açoites, os soldados romanos o levam para o Calvário, onde é pregado na cruz, na frente de Maria, sua mãe, de Maria de Cleófas, Maria Madalena e o discípulo que Ele amava (Jo 19, 25). Jesus agoniza e morre na nona hora da sexta-feira (Jo 19, 31).



Sábado Santo

 No sábado, silêncio e dor. Seus discípulos não conseguem entender esse final.



Domingo da Ressurreição

As mulheres vão logo cedo ao túmulo com aromas para fazer o rito da morte, mas ali não havia morte, havia a glória da Ressurreição. O túmulo aberto e um anjo que diz para não buscar Jesus ali porque ele está vivo, ressuscitou como havia dito (Mt 28, 1-10). Eis a nossa Páscoa!

Esrito por: Eliana Galván Gil